O produtor musical Maestro Billy faz muita gente dançar ao som dos podcasts por ele produzidos para a rádio mais cervejeira da internet: a Rádio Heineken.
Criativo e comunitativo – ainda mais se o papo for sobre cervejas –, o paulistano de 36 anos é graduado em Publicidade e Propaganda pela FAAP, e atua como produtor radiofônico e musical há 18 anos. Em seu portifólio, trabalhos para televisão, rádio, agências de publicidade e artistas como Ed Motta, Lulu Santos e Ana Carolina. Maestro Billy é um cervejeiro de plantão – como diria Luciano Huck, de quem o Maestro é o produtor musical, DJ e amigo.
Em entrevista para o Mestre-Cervejeiro.com, Billy contou um pouco da sua relação com as paixões nacionais: música e cerveja!
Cerveja sempre foi parte da minha vida adulta. Neto de alemão, sempre tive um apreço especial pela bebida. Gosto bastante de cervejas premium e de algumas especiais também. Uma viagem que fiz para a Europa foi, além do turismo em si, para conhecer as cervejas de cada cidade por onde passava. Tomei desde cerveja feita à base de mel (ruim, em Rothenburg Ob der Tauber) até uma sensacional em Heidelberg, a própria Heidelberger. Passei também por Ettal e provei a cerveja feita no mosteiro, assim como outros lugares e cervejas dos mais diversos tipos. O legal de viajar pela Alemanha e região é chegar em cada cidade e pedir a cerveja local. E também curtir Heineken e outras mais que estão sempre presentes por lá. Prefiro cerveja a vinho, whisky ou qualquer outra bebida alcóolica que exista. Tem para todos os momentos. Mais encorpadas para certas ocasiões, mais leves para o calor, e assim por diante.
"O legal de viajar pela Alemanha e região é chegar em cada cidade e pedir a cerveja local."
Acredito que na Europa exista mais uma preservação do que é feito desde muito tempo atrás. As cidades preservam suas marcas, os mosteiros que faziam cerveja na Idade Média ainda fazem e assim por diante. Isso é bem legal, pois cada cidade/região preserva algumas características especiais de cada cerveja produzida. Já no caso do Japão, que fui recentemente, aí é só invenção. Fora a Asahi e aquela-outra-que-esqueci-o-nome, eles já fazem cerveja de chocolate. Não tive o desprazer de experimentar, quem sabe numa próxima.
Eu já consumia Heineken, que era/é top of mind nesse nicho para mim. Quando surgiu a oportunidade de trabalhar com a marca, pude literalmente unir o útil ao agradável. Bom poder falar "de boca cheia" de um produto. Não só porque ele é bom mesmo, mas também porque tenho recursos e feedback próprio do que estou falando. Falo e divulgo com propriedade.
As outras edições da Radio Heineken tiveram uma receptividade excelente. A média de downloads de cada episódio semanal ficou em 13.000. Isso é um número excelente, visto a necessidade de cadastro, de ser maior de 18 anos e de ser um conteúdo "não-tão-fácil" de ser ouvido. Músicas desconhecidas de artistas desconhecidos de países e cidades distantes. Não é todo dia que você ouve um techno do Irã, ou um rock da Indonésia, correto? A idéia por trás das edições anteriores era justamente esta. Mostrar o que realmente rola nas noites das capitais do mundo todo, sem ficar preso ao que é "sucesso de FM", muito pelo contrário.
"Músicas desconhecidas de artistas desconhecidos de países e cidades distantes. Não é todo dia que você ouve um techno do Irã, ou um rock da Indonésia, correto?"
Nesta nova edição temos duas grandes mudanças, que vão trazer mais material interessante para a Rádio. A primeira mudança diz respeito às cidades exploradas. Não nos atemos só às capitais ou grandes centros, mas tocamos músicas de artistas que fazem a diferença também em pequenos centros. Por exemplo Curitiba, a rádio da semana que vem. Ao invés de tocarmos apenas artistas do eixo Rio-São Paulo (como fizemos nas edições anteriores), agora vamos também para Curitiba, Florianópolis, Porto Alegre, alem de cidades do Norte/Nordeste do país. Isso cria uma variedade maior musicalmente falando. A segunda mudança é sobre como as pessoas ouvirão as Rádios. Agora temos um cronograma e uma "rota de viagem" inteligente. Será como se saíssemos de carro de São Paulo, passando pelo sul do Brasil, Uruguai, Argentina, Chile, Peru, etc, subindo pela América Central, América do Norte (costa oeste), aí de avião para o Hawaii, Ásia, Oriente Médio, Africa, Europa, voltando para a América do Norte (costa leste), Caribe, norte da América do Sul (costa leste), terminando a viagem no Rio de Janeiro. Uma verdadeira volta ao mundo. Assim temos uma rota lógica, que também facilita a compreensão por parte do ouvinte, e ainda pode criar referências e comparações entre as diversas cidades de cada região. Por exemplo se em São Paulo o hip hop e o dance são importantes, já em Curitiba e Porto Alegre, a cena rock é mais evidente.
O difícil foi tirar várias cidades interessantes do roteiro para conseguirmos fazer a volta ao mundo terminar em dezembro. Deixamos Auckland (Nova Zelândia) e Houston (Texas, EUA) de fora, por exemplo. São atualmente cidades com sons interessantes e sonoridades únicas. Mas não caberiam no roteiro todo e teríamos que tirar outras também importantes para manter estas. Foi uma decisão dificil, mas com certeza nada que vá atrapalhar o entendimento e a viagem no geral.

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Valeu pela entrevista, ficou excelente !
Abraços e vamos tomar algumas juntos um dia destes.
Billy.